DIÁRIO DE LEITURA | Celebração da Disciplina (introdução)


Com esse post iniciamos o diário de leitura do livro "Celebração da Disciplina: o caminho do crescimento espiritual" de Richard J. Foster. No post de apresentação eu já compartilhei minhas motivações para esse projeto, então aqui vou pontuar como será o seu desenvolvimento:

➤ O livro é dividido em Introdução e 13 capítulos. O diário de leitura terá 15 postagens, isso é, um post para a introdução (que segue abaixo), um post para cada capítulo e um post para as considerações finais da releitura.

➤ Não tenho a intenção de resumir o conteúdo do livro por completo; serão destacados e comentados os pontos principais da obra. 

➤ Todos os comentários feitos serão simples impressões de leitura, ou seja, a minha opinião pessoal do livro.

➤ Os posts não seguirão um cronograma (semanal, mensal...) específico.


Colocados esses pontos, podemos começar...


INTRODUÇÃO

Iniciando a leitura do livro "Celebração da Disciplina" nos deparamos na Introdução com a história pessoal do autor no que se refere a escrita do livro. Ele conta como recém formado do seminário, se sentia "pronto para conquistar o mundo"; e como em apenas 3 meses a frente de uma pequena igreja na Califórnia se viu falido espiritualmente.

Veja o que ele diz sobre esse período:
- Meu problema era mais que ter algo para dizer de domingo a domingo [...] Faltavam substância e profundidade. O povo estava faminto de uma palavra da parte de Deus, e eu não tinha nada a oferecer. Nada. (pg.18)
Foster estava em apuros, mas no meio daquele redemoinho, três influências convergiram para aquela congregação e mudaram o rumo de seu ministério e de sua própria vida, promovendo mais a frente o surgimento deste livro.

A primeira foi a chegada de muitas pessoas necessitadas: "... estavam famintas de alimento espiritual e dispostas a fazer praticamente qualquer coisa para encontrá-lo!" Ele tinha muito conhecimento teológico, mas sentia-se incapaz de oferecer algo substancial para àquelas pessoas. Foi então, quase num movimento instintivo que se voltou aos mestres devocionais da fé cristã; livros que ele já havia lido anteriormente, mas com um olhar de acadêmico - uma leitura distante, cerebral. Agora, lia com olhos diferentes, pois no dia a dia lidava com as necessidades humanas reais - dolorosas, que dilaceravam a alma. 

A segunda influência foi a de um membro daquela igrejinha, o dr. Dallas. Formado em filosofia e bem versado nos clássicos devocionais (Agostinho de Hipona, Francisco de Assis, Juliana Norwich); ao mesmo tempo que tinha uma habilidade incomum de captar o cenário contemporâneo. Esse homem dava aulas sobre Romanos, Atos, Sermão do Monte... Foster lembra como ele ministrava o seu ensino bem no meio das lutas, sofrimentos e temores daqueles que o ouviam, falando-lhes bem direto ao coração; gerando um ensino em comunidade.
Estávamos sempre na casa de alguém - rindo juntos, chorando juntos, aprendendo juntos, orando juntos. Alguns dos melhores momentos desse aprendizado surgiram da dinâmica do ambiente caseiro, onde podíamos ficar até tarde da noite - fazendo perguntas, debatendo questões, aplicando a verdade do evangelho às circunstâncias da vida. Dallas circulava entre nós, ensinando, sempre ensinando... (pg.20)
E a terceira veio de um pastor luterano que Foster procurou para se aconselhar e o ensinou muito a respeito da oração - vívida, honesta, sincera, que sonda a alma, de intenso contentamento. 

A partir dessas experiências o autor aponta os principais catalisadores para que ele não só escrevesse mas chegasse a publicar Celebração em 1978.

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Eu gosto muito da introdução desse livro. O que o autor faz aqui, já na introdução, é levar o leitor a encarar a falsa espiritualidade. A partir do relato dele é possível perceber que o mero conhecimento bíblico, teológico...  (ainda que seja crucial para o desenvolvimento espiritual) não é garantia de uma verdadeira espiritualidade para com Deus.

Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. - João 4:24

É muito importante enfrentarmos isso. A verdadeira espiritualidade surgirá quando humildemente diante de Deus com a ajuda do Espírito Santo identificarmos aquilo que é falso em nossa devoção. E isso pode acontecer em meio a uma situação parecida com a que vimos aqui: um momento de crise e aprendizado em uma pequena igreja cheia de dificuldades. Conhecer seu contexto me aproximou da obra já de início, pois qual cristão não passou ou está passando por algo parecido?


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Diário de leitura: Celebração da Disciplina (apresentação)









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